Notícias

« Voltar

Quinze juízes do trabalho concluem vitaliciamento

A mesa de abertura dos trabalhos foi composta pelos desembargadores Maria Inês Corrêa de Cerqueira César Targa, Samuel Hugo Lima, Manoel Carlos Toledo Filho, Fernando da Silva Borges e Lorival Ferreira dos Santos, além dos juízes Patrícia Maeda e Marcus Menezes Barberino Mendes 

Por Ademar Lopes Junior

Quinze juízes do trabalho concluíram na manhã desta quinta-feira, 4/10, a 8ª Oficina de Formação Inicial dos Juízes do Trabalho Substitutos, realizada pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. A cerimônia de encerramento foi conduzida pelo diretor da Escola Judicial, desembargador Manoel Carlos Toledo Filho, e contou com a participação dos desembargadores Fernando da Silva Borges, presidente do Tribunal, Samuel Hugo Lima, corregedor regional, Lorival Ferreira dos Santos, presidente da Corte no biênio 2014-2016, e Maria Inês Corrêa de Cerqueira César Targa, representante dos desembargadores no Conselho Consultivo da Escola Judicial. Também participaram da mesa de abertura a juíza Patrícia Maeda, presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 15ª Região (Amatra XV), e o juiz Marcus Menezes Barberino Mendes, titular da Vara do Trabalho de São Roque, representando no ato os juízes orientadores da Escola Judicial.

O presidente Fernando Borges lembrou aos mais novos juízes vitalícios da 15ª que o Brasil atravessa "tempos de nevoeiro espesso" e que cabe ao Poder Judiciário "manter a confiança da população". O presidente conclamou os novos juízes a buscarem equilíbrio e criatividade nos desafios diários e encerrou afirmando que a "magistratura não é uma profissão que se escolhe, mas uma missão que se aceita".

O desembargador Samuel Hugo Lima cumprimentou os novos vitalícios e comemorou o fato de o Tribunal estar sempre se renovando. O magistrado lembrou que no mesmo dia em que 15 novos juízes do trabalho alcançavam a vitaliciedade na carreira, o tribunal elegeria os membros da Administração para o biênio 2018-2020.

O desembargador Lorival Ferreira dos Santos chamou os novos magistrados de "legítimos representantes da magistratura", uma vez que estarão em contato direto com os jurisdicionados.

A desembargadora Maria Inês Targa aproveitou o poema "O pão do povo", de Bertold Brecht, que compara a Justiça ao pão, para convidar os novos juízes a "amassar o pão da Justiça com saber" e levar a todos satisfação com muita sabedoria e amor.

A juíza Patrícia Maeda lembrou a importância da vitaliciedade na vida do magistrado, e afirmou que nessa nova fase, os colegas devem se preparar para enfrentar os atuais desafios da democracia sem esquecer da tranquilidade necessária para julgar de forma independente, garantindo a justiça social.

O juiz Marcus Barberino afirmou que os novos juízes devem se sentir agora "membros de uma corporação" e por isso "mais sensíveis à justiça social e à política de pertencimento". Por sua vez, a juíza Luciene Tavares Teixeira, em nome dos seus colegas de turma, discursou emocionada agradecendo à Escola Judicial e seu corpo docente e, também, aos colegas que formaram ao longo dos dois últimos anos uma turma coesa, atingindo maturidade, amizade e solidariedade, construindo "pontes de conhecimentos e laços de cumplicidade".

O desembargador Manoel Carlos encerrou a cerimônia com um discurso motivador, no qual ele contou um pouco sua experiência quando ainda no início de carreira. O diretor da Escola lembrou, entre outros, que os novos magistrados devem sempre se preocupar menos com o amanhã e acreditar mais no dia de hoje, "quando devemos fazer o máximo que nossa capacidade permitir".